Tipos de alergia, identificando causas e sintomas provocados pelas alergias. Conselhos, dicas de tratamento e cura dos diversos tipos de alergia. Rinite e conjuntivite alérgica, asma, dermatite atópica, urticária, anafilaxia, sinusite e otite média.


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quarta-feira, 16 de julho de 2014

A alergia alimentar

A alergia alimentar é uma preocupação crescente em muitos locais e cria um desafio significativo para muitas pessoas. Um número crescente de crianças são diagnosticadas com alergias alimentares de risco de vida (6 a 8 por cento) que podem resultar numa condição potencialmente fatal (anafilaxia).
Atualmente, não existe cura para alergias alimentares graves. A única maneira de prevenir alergias alimentares fatais é uma rigorosa evasão dos alimentos alérgenos identificados. 
Para salvar vidas, torna-se necessário promover planos que incluam educação e conscientização de que a alergia alimentar pode ser muito grave, pelo que existe necessidade de promover a prevenção de alérgenos e tratamento imediato da anafilaxia.

As alergias alimentares são um grupo de distúrbios distinguidos pelo modo como o sistema imune do corpo reage às proteínas alimentares. Numa verdadeira alergia alimentar, o sistema imunológico vai desenvolver um anticorpo chamado imunoglobulina alérgica E (IgE), sensível a uma proteína alimentar específica. Crianças com eczema moderado a grave têm uma chance de 35 por cento de ter proteína alimentar IgE específica. As manifestações de alergia alimentar variam de reações cutâneas leves a reações com risco de vida.
Crianças com alergia a agentes ambientais, tais como pólen e ácaros são mais propensas a desenvolver alergias alimentares; e aquelas que têm asma e alergias alimentares estão em maior risco de morte por alergias alimentares. Trinta e oito por cento das crianças que têm alergias alimentares têm uma história de reação grave e cerca de 30% das crianças com uma alergia alimentar é alérgica a vários alimentos.

Ingestão do alérgeno alimentar é a principal via de exposição, levando a reações alérgicas. Em alguns casos, mesmo quantidades muito pequenas de partículas de alimentos (por exemplo, um pedaço de amendoim), pode levar rapidamente a reações fatais, a menos que o tratamento imediato seja implementado.. A pesquisa indica que a exposição a alérgenos alimentares através do toque ou inalação, são causa improvável para de uma reação fatal. No entanto, se as crianças com alergias alimentares que colocam risco de vida tocarem o alérgeno e, em seguida, colocarem os dedos na boca, olhos ou nariz, o alérgeno é absorvido e pode levar à anafilaxia. A quantidade de alérgeno capaz de desencadear uma reação com risco de vida, é dependente do nível de sensibilidade de cada criança. 

Os oito maiores alérgenos alimentares mais comuns são o leite, ovos, amendoim, nozes, marisco, peixe, trigo e soja; embora um indivíduo possa ter uma alergia a qualquer alimento. Os alérgenos alimentares mais comuns para as crianças são leite, ovos e amendoim; enquanto para os adultos os alérgenos mais prevalentes são marisco e amendoim. As crianças vão frequentemente superar uma alergia a ovos, leite e soja. No entanto alergia a amendoim, nozes, peixes e mariscos em geral continuam na idade adulta. Não comer os alimentos a que a criança é sensível é a única terapia comprovada neste momento.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Alergia alimentar e intolerância alimentar

Muitas pessoas confundem alergia com intolerância alimentar por ambas apresentarem sintomas muito parecidos. No entanto, a alergia é causada por uma resposta do sistema imune do nosso corpo, principalmente mediada por IgE (uma Imunoglobulina responsável pela resposta alérgica), contra algum componente específico do alimento. Por outro lado, a intolerância  alimentar é causada por diversos fatores, como: contaminação do alimento por microorganismos ou toxinas, intolerância a lactose (causada por uma deficiência da enzima lactase, que faz a degradação da lactose presente no leite), reações devido a aditivos químicos no alimento (como os corantes, por exemplo), entre outras causas não ligadas ao sistema imune. 
Ao contrário do que se imagina, a alergia alimentar acomete apenas cerca de 7% das crianças menores que quatro anos e cerca de 4% dos adultos.  Ela pode ter um componente hereditário uma vez que pessoas com parentes alérgicos são mais susceptíveis ao seu aparecimento. Normalmente nos adultos esse tipo de alergia persiste pela vida toda, enquanto nas crianças, pode se manifestar apenas na infância se resolvendo espontaneamente com o tempo e o crescimento. Independente desse fato, é importante que seja feito o adequado diagnóstico da alergia alimentar, pois os sintomas podem variar de simples manifestações cutâneas até reação anafilática e morte.
As crianças são mais susceptíveis às alergias por ainda não  terem seu sistema imune e digestivo completamente formados. Para evitar o aparecimento das mesmas, é importante que a criança seja exclusivamente amamentada pelo leite materno até os 6 meses, o que confere maior proteção ao lactente;  outros tipos de leites ou seus derivados devem ser oferecidos somente após o primeiro ano de vida; não oferecer ovos antes dos 2 anos; não permitir o consumo de amendoim, castanhas e peixes antes dos 3 anos. Na impossibilidade de amamentar a criança até os seis meses ou mais, é imprescindível a cautela na substituição, já que muitas vezes opta-se por substitutos a base de soja, os quais podem não suprir as necessidades diárias de cálcio para essa faixa etária. Nesse caso é importante o acompanhamento adequado de um pediatra ou nutricionista.
Uma reação alérgica se dá por conta de determinadas proteínas presentes nos alimentos. Além de predisposição, o indivíduo já deve ter sido exposto previamanente ao alérgeno (substância capaz de ativar a reação alérgica) para apresentar os sintomas. Quando em contato com o alimento, suas proteínas são digeridas e, atingindo os tecidos, promovem a produção de imunoglobulinas, especificamente IgE. Dependendo do tecido ou órgão atingidos, diversos sintomas podem surgir: gastroenterites (trato gastrintestinal), vermelhidão e/ou prurido (pele, via aérea superior, olhos). 
Quando se suspeita de um alimento como causador de alergia, o mesmo deve ser retirado da alimentação, sendo então observado se os sintomas desaparecem. Não existe um tratamento específico para tal acometimento, havendo apenas a possibilidade de controle dos sintomas. O melhor a ser feito é se evitar o consumo de alimentos potencialmente causadores desse tipo de reação. Por exemplo, um indivíduo alérgico à proteína do leite deve evitar o consumo tanto de leite como de derivados. Deve-se lembrar ainda que submeter o alimento a altas ou baixas temperaturas não evita o surgimento de alergias. Sendo assim, antes de consumir, o ideal é ler os rótulos dos alimentos para se obter informações a respeito de sua composição. 
Existem mais de 100 tipos de alimentos considerados alergênicos. No entanto, oito deles (e seus derivados) são responsáveis por 90% dos casos de alergias alimentares.  São eles: leite, ovos, peixes, crustáceos e frutos do mar, amendoins, os vários tipos de castanhas, trigo e soja.
Conheça cada uma das doenças alérgicas existentes.