Tipos de alergia, identificando causas e sintomas provocados pelas alergias. Conselhos, dicas de tratamento e cura dos diversos tipos de alergia. Rinite e conjuntivite alérgica, asma, dermatite atópica, urticária, anafilaxia, sinusite e otite média.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Imunoterapia no tratamento da rinite alérgica

A imunoterapia é a única forma de abordagem da rinite alérgica que pode atuar diretamente sobre a causa da doença, isto é, a resposta imune do indivíduo atópico. A imunoterapia objetiva reduzir o grau de sensibilização e, em conseqüência, a inflamação característica da rinite alérgica. Estudos controlados demonstram o benefício da imunoterapia na rinite alérgica. A imunoterapia pode prevenir o surgimento de novas sensibilizações e impedir o surgimento de asma em pacientes com rinite alérgica.
A indicação da imunoterapia deve estar fundamentada na comprovação da sensibilização alérgica, na avaliação cuidadosa da importância da alergia no quadro clínico do paciente e na disponibilidade do alérgeno sensibilizante para o tratamento. A Organização Mundial da Saúde publicou recentemente extenso relatório sobre a imunoterapia com alérgenos.
Conforme este documento, na rinite a imunoterapia com alérgenos deve ser considerada quando: anti-histamínicos e medicação tópica nasal não controlam os sintomas, paciente não deseja permanecer sob farmacoterapia exclusivamente, a farmacoterapia produz efeitos indesejáveis e/ou quando o paciente não aceita usar medicação por longos períodos.
A escolha do(s) alérgeno(s) para imunoterapia deve ser baseada na identificação da presença de anticorpos IgE específicos (através de testes cutâneos, preferencialmente) para alérgenos ambientais de importância na região.
O esquema de tratamento deve ser individualizado. Maior eficácia é obtida com doses elevadas do antígeno. O método mais utilizado e comprovadamente eficaz de aplicação de imunoterapia é através de injeções subcutâneas.
Alguns estudos europeus têm demonstrando efetividade da imunoterapia tópica nasal, oral e sublingual. Todavia, não existe unanimidade sobre o real benefício destas formas de aplicação, que exigem doses muito maiores de alérgenos.