Tipos de alergia, identificando causas e sintomas provocados pelas alergias. Conselhos, dicas de tratamento e cura dos diversos tipos de alergia. Rinite e conjuntivite alérgica, asma, dermatite atópica, urticária, anafilaxia, sinusite e otite média.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Prevenção da urticária


As orientações gerais são direcionadas na busca da causa do processo, enfatizando sempre a procura do uso de medicamentos, contatos, alimentos ou outros desencadeantes.
Quando for identificado um agente causador, o paciente deve ser informado claramente e orientado a não entrar mais em contato com esse agente, bem como a usar um identificador de alerta.

Infecções virais e urticária

A infecção crônica pelo vírus da hepatite A, B e C, Epstein-Barr e Coxsackie A e B podem ser causas da urticária, sendo citados freqüentemente em protocolos de investigação, entretanto seu papel na etiologia da urticária crônica ainda é incerto.
Estas infecções virais estão habitualmente relacionadas à urticária/angioedema UA, mas podem associar-se também à urticária crônica UC. Relatou-se um doente em soro-conversão para o vírus da hepatite C e ainda casos similares com a hepatite B. Freqüentemente, a urticária relacionada à infecção pelo vírus da hepatite B apresenta-se de forma recorrente. A UA pode, ocasionalmente, estar relacionada à infecção pelo vírus da hepatite A.

Exame fisico na urticária

O exame físico é indispensável na pesquisa etiológica da urticária/angioedema crônico e deve incluir a inspeção da pele e seus anexos, das mucosas, a palpação das cadeias ganglionares, dos orgãos abdominais, o exame do tórax e conjuntamente à anamnese orientar a necessidade e a direção dos exames complementares.

Causas da Urticária

A literatura relata diversas condições ou doenças relacionadas à etiologia da urticária ou do angioedema.
Dentre os fatores etiológicos, as doenças internas ocupam um espaço ainda controverso. Diversos estados mórbidos como infecções, infestações, malignidades internas, leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, carcinomas do cólon, reto, fígado, pulmões e ovários têm sido referidos por vários autores como associados à urticária crônica.
Doenças endócrinas: diabetes mellitus, o hiper ou hipotireoidismo, o hiperparatireoidismo, as ovariopatias endócrinas e a dermatite auto-imune à progesterona estão também envolvidas no universo etiológico da urticária e do angioedema, bem como diversas doenças mediadas por imuno-complexos, entre elas o lupus eritematoso sistêmico, a artrite reumatóide e a urticária vasculite.
Recentemente, a associação da urticária crônica à infecção pelo Helicobacter pylori e à produção de auto-anticorpos dirigidos aos receptores da IgE na membrana dos mastócitos têm sido abordadas na literatura.
O diagnóstico etiológico da urticária/angioedema crônico (UAC) é complexo, exigindo sempre uma anamnese bem elaborada e detalhada, com objetividade, para a qual recomendamos sempre o auxílio de um protocolo orientador. Contudo, como observado anteriormente, a maioria dos casos de UAC permanecem sem causa definida, sendo então classificados como idiopáticos, apesar dos esforços da anmanese, do exame físico detalhado e dos exames complementares dirigidos.

O que é a urticária

A urticária é uma doença que acomete 15 a 25% dos indivíduos da população em geral, em algum momento da vida. Estima-se também que 0,1% da população examinada em consultas dermatológicas apresente urticária. Entre os pacientes com urticária, 50% apresentarão a doença por pelo menos um ano e 20% além de 20 anos.
Observa-se também que quando a urticária ocorre associada ao angioedema o prognóstico é pior, predispondo 75% destes pacientes a apresentar este quadro por um período superior a cinco anos.
Definimos urticária crônica (UC) como aquela que aparece pelo menos quatro vezes por semana, em um período não inferior a seis semanas. Embora a urticária seja comum em qualquer idade, observamos que a urticária aguda (UA) é mais freqüente em crianças e adultos jovens, enquanto que a UC ocorre, em geral, na meia idade.
Entre as UC pelo menos 70% terão causa indefinida após uma investigação detalhada, ou seja, serão classificadas como urticárias crônicas idiopáticas (UCI). A incidência da UCI é desconhecida, porém estima-se uma variação de 0,1% a 3% na população em geral, sendo mais comum nas mulheres, numa proporção de duas mulheres para cada homem.
Acredita-se que o diagnóstico da UC como idiopática ocorra por impossibilidade de estabelecermos a sua etiologia, já que a mesma nem sempre está associada a uma etiologia única, expressando uma manifestação cutânea de diversas doenças subjacentes. Assim sendo, a pesquisa etiológica da UC é uma
tarefa árdua, por vezes sem sucesso, contudo deve ser realizada, pois diversas patologias podem estar a ela associadas, entre as quais as doenças sistêmicas ou internas, objetos de estudo neste artigo de revisão.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tratamento da asma com corticosteróide inalatório

O corticosteróide inalatório é o tratamento de primeira escolha no manejo do paciente com asma persistente leve, moderada ou grave. O tratamento com corticosteróide inalatório reduz de forma significativa os sintomas, a hiper-responsividade da via aérea a diferentes estímulos, a necessidade de beta2-agonista de curta ação, o número de hospitalizações por asma e a mortalidade. Podem ser usados com segurança em crianças, idosos e gestantes.
A terapia inalatória com corticoesteróides na asma só foi possível com a introdução de agentes que reuniram máxima potência tópica e mínima biodisponibilidade sistêmica. Os corticóides inalatórios disponíveis apresentam algumas diferenças na biodisponibilidade e potência tópica.
A partir do conhecimento dessas diferenças de potência, as doses equivalentes podem ser calculadas. As doses a serem usadas devem sempre levar em consideração os parâmetros clínicos de controle da doença, devendo ser reduzidas até o mínimo necessário para manter o paciente com função pulmonar normal ou próximo do normal, maior número de dias livres de sintomas, melhor desempenho de atividades. Por outro lado, doses progressivamente mais altas de corticosteróides inalatórios não se traduzem necessáriamente em melhores respostas clínicas ou funcionais.
Os dispositivos para administração podem afetar a potência terapêutica dos corticosteróides inalatórios. A budesonida por sistema turbuhaler® tem deposição duplicada em relação ao aerossol dosimetrado, aumentando a eficácia clínica.
Consideram-se doses baixas/médias de corticosteróides inalatórios as inferiores a 800 mcg de beclometasona/dia em adultos e 400 mcg/dia em crianças e doses altas aquelas acima desses valores.
Os corticosteróides inalatórios são usualmente utilizados 2 vezes ao dia. Em pacientes graves, ou durante exacerbações, a freqüência poderá ser elevada para 3 ou 4 vezes ao dia. Há estudos recentes, com corticosteróides inalatórios de mais nova geração, que demonstram boa resposta com o uso 1 vez ao dia.

Tratamento da asma com anticolinérgicos

São, pouco utilizados no tratamento de manutenção da asma. No manejo da crise aguda de asma, a associação dessa droga com um beta2-agonista de curta ação promove benefícios clínicos e funcionais significativos, especialmente em pacientes com VEF1 inferior a 30% do previsto e com duração dos sintomas da crise de asma superior a 24 horas, reduzindo, inclusive, as taxas de hospitalização. É o broncodilatador de escolha para o broncoespasmo induzido pelos beta-bloqueadores. O anticolinérgico disponível é o brometo de ipratrópio.

Objectivos do tratamento da asma

Os objetivos do tratamento da asma são essencialmente:
  • Manter o paciente sem sintomas com a menor dose possível de medicação.
  • Minimizar os efeitos da exposição crônica das vias aéreas ao processo inflamatório, impedindo a perda acelerada da função pulmonar e o conseqüente remodelamento das vias aéreas.
  • Evitar que os pacientes faltem ao trabalho e à escola e passem a exercer suas atividades normais.
  • Manter função pulmonar normal ou a melhor possível, estabelecendo-se um nível de função pulmonar adequado para manter o paciente assintomático.
  • Reduzir a necessidade do uso de broncodilatador para alívio e reduzir as idas à emergência e as hospitalizações.
  • Reduzir a necessidade de cursos de corticosteróides sistêmicos.
  • Prevenir a morte.

Exame clinico da asma

Os pacientes com asma apresentam um ou mais dos seguintes sintomas, dispnéia, tosse crônica, sibilância, aperto no peito ou desconforto torácico, particularmente à noite ou nas primeiras horas
da manhã. Esses sintomas são episódicos, variáveis e provocados por estímulos alérgicos ou não, como exposição ao ar frio, exercício ou irritantes e costumam melhorar espontaneamente ou pelo uso de medicações específicas como broncodilatadores e antiinflamatórios.
A tosse crônica, predominantemente noturna com ou sem limitação ao fluxo de ar pode ser um sintoma isolado em muitos pacientes com asma.
Na asma, os sintomas surgem, caracteristicamente, de forma cíclica, em agudizações da doença(embora nas formas graves eles possam ser permanentes). É comum a detecção de fatores precipitantes ou agravantes: infecção respiratória viral, exposição a alérgenos ambientais ou ocupacionais (polens, fungos, ácaros, pêlos de animais, fibras de tecidos etc.), exposição a irritantes (fumo, poluição do ar, aerossóis etc.), drogas (aspirina, anti-inflamatórios não hormonais, beta-bloqueadores), alterações climáticas, ar frio, alterações emocionais (riso, ansiedade), exercícios. Os pacientes asmáticos geralmente apresentam história familiar de asma ou de outra doença atópica.
O exame físico pode ser totalmente normal nos pacientes fora de crise. Em função da coexistência freqüente de rinite alérgica e/ou sinusite, podem ocorrer rinorréia, rinorréia posterior, polipose nasal, eczema flexural. Naqueles com formas mais graves da doença podemos encontrar sinais de hiperinsuflação do tórax. Nas agudizações, os sibilos e o prolongamento do tempo expiratório são achados característicos, que refletem.

O que é a asma

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que ataca o sistema respiratório, que resulta na redução ou até mesmo obstrução no fluxo de ar. Sua fisiopatologia está relacionada a interação entre fatores genéticos e ambientais que se manifestam como crises de falta de ar devido ao edema da mucosa brônquica, a hiperprodução de muco nas vias aéreas e a contração da musculatura lisa das vias aéreas, com consequente diminuição de seu diâmetro (broncoespasmo).
As crises são caracterizadas por vários sintomas como: dispneia, tosse e sibilos, principalmente à noite. O estreitamento das vias aéreas é geralmente reversível porém, em pacientes com asma crônica, a inflamação pode determinar obstrução irreversível ao fluxo aéreo. As características patológicas incluem a presença de células inflamatórias nas vias aéreas, exsudação de plasma, edema, hipertrofia muscular, rolhas de muco e descamação do epitélio. O diagnóstico é principalmente clínico e o tratamento consta de medidas educativas, drogas que melhorem o fluxo aéreo na crise asmática e anti-inflamatórios, principalmente a base de corticóides.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O que fazer quando é contagiado com conjuntivite

Para poder ter uma avaliação da conjuntivite de modo a determinar o tratamento adequado, deve procurar um oftalmologista para:
  • Saber se a pressão intra-ocular está normal ou precisa de tratamento para reduzir;
  • Saber como está a córnea, pois podem ficar pontinhos esbranquiçados que embaçam a visão;
  • Verificar se não ficaram cicatrizes que podem restringir o movimento dos olhos.

Medidas a tomar quando é contagiado com conjuntivite

Se foi contagiado com uma conjuntivite deverá tomar algumas medidas para que não transmita a doença, nomeadamente:
  • Evite propagar a doença, poupando contato com outras pessoas;
  • Se tem horror à luz forte, usar óculos escuros;
  • Não coçar os olhos com os dedos, use lenços de papel e não esfregue fortemente os olhos. Lave as mãos em seguida;
  • Separar travesseiro, toalha, sabonete;
  • Lavar os olhos com água fervida.

Medidas para prevenir a conjuntivite


Para evitar ser contagiado com conjuntivite existem algumas medidas que se podem tomar, nomeadamente:
  • Evitar ambientes fechados e com muita gente;
  • Não ir à sauna e piscina, nestes tempos de epidemia;
  • Não tocar objetos antes tocados por portadores da doença. Se o fizer, lavar logo as mãos e não tocar com elas no rosto por algum tempo;
  • Lavar o rosto e as mãos com mais frequência.

Evolução da conjuntivite - Como aparece

O período de incubação é de 4 a 7 dias. Geralmente começa por um dos olhos e, com 3-4 dias, passa para o outro também.
A fase aguda dura de mais 7 a 10 dias (maior risco de passar para outras pessoas).
A vermelhidão pode ficar até 2 a 3 semanas (principalmente se houve hemorragia conjuntival).

Tipos de conjuntivite

A causa da conjuntivite pode ser infecciosa, alérgica ou tóxica.
A conjuntivite infecciosa é transmitida por vírus ou bactérias e pode ser contagiosa. O contágio se dá, nesse caso, pelo contato, uso de objectos contaminados, contato direto com pessoas contaminadas ou até mesmo pela água da piscina. Quando ocorre uma epidemia de conjuntivite, pode-se dizer que é do tipo infecciosa.
A conjuntivite alérgica é aquela que ocorre em pessoas predispostas a alergias (como quem tem rinite ou bronquite, por exemplo) e geralmente ocorre nos dois olhos.
A conjuntivite tóxica é causada por contato direito com algum agente tóxico, que pode ser algum colírio medicamentoso ou alguns produtos de limpeza, fumaça de cigarro e poluentes industriais.

O que é conjuntivite


A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva ocular, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular ( branco dos olhos) e o interior das pálpebras.. Normalmente, ataca os dois olhos, podendo durar de uma semana a quinze dias e não costuma deixar sequelas.

Sintomas da Conjuntivite alérgica

Designa-se por Conjuntivite alérgica, qualquer inflamação da conjuntiva provocada por um estado alérgico.
Os sintomas são olhos irritados, vermelhos, lacrimejo.

Imunoterapia no tratamento da rinite alérgica

A imunoterapia é a única forma de abordagem da rinite alérgica que pode atuar diretamente sobre a causa da doença, isto é, a resposta imune do indivíduo atópico. A imunoterapia objetiva reduzir o grau de sensibilização e, em conseqüência, a inflamação característica da rinite alérgica. Estudos controlados demonstram o benefício da imunoterapia na rinite alérgica. A imunoterapia pode prevenir o surgimento de novas sensibilizações e impedir o surgimento de asma em pacientes com rinite alérgica.
A indicação da imunoterapia deve estar fundamentada na comprovação da sensibilização alérgica, na avaliação cuidadosa da importância da alergia no quadro clínico do paciente e na disponibilidade do alérgeno sensibilizante para o tratamento. A Organização Mundial da Saúde publicou recentemente extenso relatório sobre a imunoterapia com alérgenos.
Conforme este documento, na rinite a imunoterapia com alérgenos deve ser considerada quando: anti-histamínicos e medicação tópica nasal não controlam os sintomas, paciente não deseja permanecer sob farmacoterapia exclusivamente, a farmacoterapia produz efeitos indesejáveis e/ou quando o paciente não aceita usar medicação por longos períodos.
A escolha do(s) alérgeno(s) para imunoterapia deve ser baseada na identificação da presença de anticorpos IgE específicos (através de testes cutâneos, preferencialmente) para alérgenos ambientais de importância na região.
O esquema de tratamento deve ser individualizado. Maior eficácia é obtida com doses elevadas do antígeno. O método mais utilizado e comprovadamente eficaz de aplicação de imunoterapia é através de injeções subcutâneas.
Alguns estudos europeus têm demonstrando efetividade da imunoterapia tópica nasal, oral e sublingual. Todavia, não existe unanimidade sobre o real benefício destas formas de aplicação, que exigem doses muito maiores de alérgenos.

Descongestionantes orais na rinite alérgica

Descongestionantes orais As drogas mais usadas para uso oral são pseudoefedrina, fenilpropanolamina e fenilefrina. A fenilpropanolamina foi proibida no mercado nacional no corrente ano.
Associações contendo pseudoefedrina associada a anti-histamínicos da 2a geração têm indicação por curtos períodos para os casos com intensa congestão nasal.

Anticolinérgicos tópicos no tratamento da rinite alérgica

O brometo de ipratrópio tem como principal indicação o controle da rinorréia.
Não tem atividade contra os outros sintomas característicos da rinite alérgica.

Cromoglicato dissódico no tratamento da rinite alérgica

O cromoglicato dissódico tem sido utilizado na asma e na rinite alérgica desde o início dos anos 70. Atua estabilizando a membrana de mastócitos, impedindo a liberação de mediadores farmacológicos. Possivelmente apresente também outras formas de ação até o momento não esclarecidas. A ausência de efeitos colaterais significativos torna esta droga segura para utilização na infância.

Corticosteróides tópicos nasais para tratamento da rinite alérgica

Corticosteróides tópicos nasais Os corticosteróides tópicos nasais (CTN) são as drogas mais efetivas para o tratamento da rinite alérgica.
Os CTN atuam nas fases imediata e tardia da reação alérgica, reduzem o número de eosinófilos na mucosa, inibem a secreção de mediadores na resposta nasal, além de diminuir o número de mastócitos e linfócitos T.
São efetivos no controle da congestão, espirros, coriza e prurido, apresentando efeito variável sobre os sintomas oculares. O tempo de início de ação é de 4 a 12 horas, sendo a máxima eficácia obtida em até 2 semanas. No Brasil são disponíveis para uso tópico nasal: beclometasona, budesonida, triamcinolona, fluticasona e mometasona.
Existem tênues diferenças na eficácia destas medicações. Todavia, ocorrem importantes diferenças relacionadas à potência tópica e possíveis efeitos sistêmicos.
Efeitos adversos locais podem ser observados, como ardência, secura, espirros, sangramento e, mais raramente, perfuração do septo nasal. Atividade sistêmica poderia ocorrer secundariamente à absorção, diretamente pela mucosa nasal ou através da mucosa gastrointestinal, após deglutição. Na criança, o principal efeito colateral seria a diminuição do crescimento ou a alteração na velocidade de crescimento.
O estado atual do conhecimento permite considerar que o uso isolado de CTN não representa maior risco para uso na infância. Todavia, estrita observação sobre parâmetros de crescimento devem ser adotadas quando em uso contínuo e, principalmente, nos casos em que ocorre uso conjunto de corticosteróide inalado para asma brônquica.

Corticosteróides sistêmicos para tratamento da rinite

Corticosteróides sistêmicos Os corticosteróides são as drogas com maior eficácia na rinite. A indicação de corticosteróides sistêmicos por pequenos períodos deve ficar restrita àquelas situações em que há grande intensidade do bloqueio nasal, presença de complicações, como sinusite, ou para permitir a retirada de vasoconstritores tópicos nasais. Os corticosteróides injetáveis de ação prolongada devem ser evitados ou usados com extrema cautela.

Anti-histamínicos tópicos nasais para rinite alérgica

Anti-histamínicos tópicos nasais Existem duas drogas com atividade anti-histamínica disponíveis para uso tópico nasal: levocabastina e azelastina.
Estas medicações têm rápido início de ação. O sabor amargo das preparações pode representar um empecilho à sua utilização.

Anti-histamínicos no tratamento da rinite alérgica

Os anti-histamínicos são drogas classicamente utilizadas no tratamento da rinite alérgica. A histamina é um dos principais mediadores responsáveis pelos sintomas da rinite alérgica. Os anti-histamínicos atuam por antagonizarem de forma competitiva a ação da histamina nos receptores H1, apresentando atividade contra o prurido nasal, coriza e os espirros. Diminuem também as manifestações oculares (prurido, lacrimejamento, etc.). São menos eficientes no controle da congestão nasal.
Associações de anti-histamínicos com descongestionantes, como pseudoefedrina, são indicadas em situações em que se requer maior atividade contra a congestão nasal.
A sedação e outros efeitos colaterais dos anti-histamínicos da 1a geração dificultavam sua utilização. Com os anti-histamínicos da 2a geração (loratadina, fexofenadina, cetirizina, epinastina, etc.), estes efeitos secundários são menos freqüentes.
Alguns estudos têm demonstrado que anti-histamínicos da 2a geração podem apresentar atividade antialérgica ou antiinflamatória. Foram observados a inibição da liberação de histamina por basófilos, inibição direta da ativação de eosinófilos, redução da permeabilidade vascular, diminuição da expressão de ICAM-1 e HLA-DR no epitélio nasal.
Estas medicações podem ser usadas em dose única diária, o que facilita a adesão do paciente. A potência dessas drogas é similar. Existem estudos demonstrando que a utilização continuada de anti-histamínicos orais pode determinar maior controle das manifestações, contribuindo também para melhorar parâmetros funcionais das vias aéreas inferiores.

Medicamentos para rinite alérgica

Vários grupos de medicamentos podem ser utilizados no tratamento da rinite alérgica. A indicação
deve ser baseada na avaliação do paciente, observando a intensidade das manifestações, possível interação com outras drogas, efeitos secundários, tempo estimado de uso, custo e as características individuais de cada paciente.
Os medicamentos utilizados no tratamento da rinite alérgica são:

Rinite Aérgica

A rinite alérgica é uma das condições clínicas de maior freqüência na população, sendo considerada a doença crônica mais comum na infância. As manifestações de rinite alérgica apresentam intensidade variável entre os indivíduos afetados e também no mesmo indivíduo, dependendo do grau de exposição a alérgenos e outros fatores precipitantes. Embora não represente maior risco, a rinite alérgica merece atenção adequada pelas possibilidades de complicações e pelo evidente prejuízo à qualidade de vida do paciente.
O mecanismo da rinite alérgica envolve a formação de anticorpos IgE para alérgenos ambientais. O contato de antígenos com mastócitos já sensibilizados pela IgE provoca a ativação destas células e a liberação de mediadores farmacológicos, como histamina, fatores quimiotáticos, leucotrienos e citocinas, que modulam a inflamação local. A inflamação da mucosa nasal está associada à perpetuação da condição clínica. As medicações disponíveis para o tratamento da rinite podem proporcionar controle efetivo dos sintomas, assim como impedir o agravamento da condição clínica com grande margem de segurança.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Fármacos usados no combate às alergias

Os anti-histamínicos são os fármacos mais vulgarmente utilizados para tratar as alergias (mas não devem usar-se para tratar a asma). No organismo há dois tipos de receptores de histamina: histamina 1 (H1) e histamina 2 (H2). O termo anti-histamínico costuma fazer referência aos medicamentos que bloqueiam o receptor de histamina, a estimulação desse receptor com histamina produz lesões nos tecidos. Os bloqueadores de histamina 1 não deveriam ser confundidos com os fármacos que bloqueiam o receptor de histamina 2 (bloqueadores H2), que são utilizados para tratar as úlceras pépticas e a azia.
Muitos dos efeitos desagradáveis, mas de menor importância, que uma reacção alérgica provoca (ardor nos olhos, rinorreia e prurido) são causados pela libertação de histamina. Outros efeitos da histamina, como a dispneia, a hipotensão e o edema da garganta, que pode impedir a passagem do ar, por obstrução, são mais perigosos.

Tratamento da alergia com imunoterapia alergénica

Quando não se pode evitar um alergénio, a imunoterapia alergénica (injecções contra a alergia) pode fornecer uma solução alternativa. A imunoterapia consiste em injectar quantidades diminutas de alergénio sob a pele em doses gradualmente maiores até chegar a um nível de manutenção. Este tratamento estimula o organismo a produzir anticorpos bloqueadores ou neutralizantes que possam evitar uma reacção alérgica. Finalmente, o nível de anticorpos Imunoglobulina E, que reagem com o antigénio, também pode descer. A imunoterapia deve ser executada com cuidado, porque uma exposição demasiado antecipada a uma dose elevada de alergénio pode desencadear outra reacção alérgica.

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Prevenir alergias, aliviar sintomas

Evitar um alergénio é melhor do que tentar tratar uma reacção alérgica.
Evitar uma substância pode implicar deixar de ingerir um determinado medicamento, instalar ar condicionado com filtros, renunciar a ter um animal de companhia em casa ou não consumir certo tipo de alimentos. Por vezes um indivíduo alérgico a uma substância relacionada com um determinado trabalho vê-se obrigado a mudar de emprego. As pessoas com alergias sazonais fortes podem encarar a possibilidade de se transferir para uma região onde não exista esse alergénio. Outras medidas consistem em reduzir a exposição a um determinado alergénio, por exemplo, uma pessoa alérgica ao pó de casa pode eliminar todo o mobiliário, tapetes e cortinas que acumulem pó; cobrir colchões e almofadas com protecções plásticas; aspirar o pó e limpar os compartimentos com um pano húmido com bastante frequência; usar ar condicionado para reduzir a elevada humidade interior que favorece a multiplicação dos ácaros do pó e instalar filtros de ar extremamente eficientes. Dado que alguns alergénios, em especial os transportados pelo ar, não podem ser evitados, costumam utilizar-se métodos para bloquear a resposta alérgica, prescrevendo-se medicamentos para aliviar os sintomas.

Diagnóstico da alergia - qual o tipo de alergia

Como cada reacção alérgica é desencadeada por um alergénio específico, o principal objectivo do diagnóstico é identificar esse alergénio. Existem provas que podem ajudar a determinar se os sintomas estão relacionados com a alergia e a identificar o alergénio implicado. Uma amostra de sangue pode revelar muitos eosinófilos, um tipo de glóbulo branco cujo número costuma aumentar durante as reacções alérgicas.
A prova cutânea radio-alergo-absorvente (RAST) mede as concentrações no sangue de anticorpos Imunoglobulina E específicos de um determinado alergénio, o qual pode ajudar a diagnosticar uma reacção alérgica da pele, uma rinite alérgica ou uma asma alérgica. As provas cutâneas são mais úteis para identificar alergénios concretos. Para efectuar estes testes injectam-se individualmente na pele da pessoa pequenas quantidades de soluções diluídas, preparadas com extractos de árvores, ervas, pólen, pó, pêlo de animais, veneno de insectos e determinados alimentos, além de certos fármacos. Se o indivíduo for alérgico a uma ou mais dessas substâncias, o local onde se tiver injectado a solução converte-se numa pápula edematosa (uma inflamação com ruborizada) num prazo de quinze a vinte minutos. A prova RAST pode ser utilizada nos casos em que não seja possível efectuar um teste cutâneo ou em que se não revele seguro executá-lo.
Ambas as provas referidas acima são altamente específicas e precisas, embora o teste cutâneo seja geralmente um pouco mais exacto, costuma ser mais económico e permita conhecer de imediato o resultado.

Sintomas da otite média

A Otite média é uma infecção da parte do ouvido que fica além da membrana do tímpano, separado por uma membrana, chamada ouvido médio, de aparecimento súbito (agudo). A otite média muitas vezes está associada a uma infecção das vias aéreas superiores (amidalite, sinusite, etc) ou do canal que liga o ouvido médio à parte de trás da garganta (Trompa de Eustáquio).
Os sintomas são dor e prurido no ouvido, sensação de pressão no ouvido ou de ouvido “cheio”, diminuição da acuidade auditiva, tonturas, náuseas e / ou vómitos, febre, desconforto geral do corpo.

Sintomas da sinusite

A Sinusite caracteriza-se por inflamação da mucosa dos seios paranasais e das cavidades que existem no interior dos ossos da face.
Os sintomas são corrimento nasal purulento (cor amarela esverdeada e consistência espessa), entupimento do nariz dificultando a respiração, dor em alguns pontos da face, sensação de peso na cabeça e nos olhos, diminuição do olfacto e febre. Outros sintomas menos frequentes mas que podem acompanhar um episódio de sinusite são o mau hálito, astenia, tosse, dor de ouvidos, sensação de ouvido cheio e dor dos dentes do maxilar superior.

Sintomas da anafilaxia

A Anafilaxia é um estado de hipersensibilidade que se desenvolve cerca de 2 a 3 semanas depois da injecção de uma substância com propriedades antigénicas e que se traduz por uma reacção violenta (choque anafilático) que aparece imediatamente após uma nova injecção da mesma substância.


Sintomas

Pele: inchaço, prurido, irritação, rubor, erupção cutânea;
Respiração: ofegante, curta, laringoespasmo, tosse, rouquidão, dor / aperto no peito, congestão nasal, sintomas de febre-dos-fenos, disfagia;
Estômago: náuseas, dor / cólica, vómitos, diarreia, prurido na boca e garganta.
Circulação: palidez, cianose, pulso fraco, tonturas, hipotensão, choque.
Outros: ansiedade, prurido, lacrimejo ou vermelhidão dos olhos, cefaleias, síncope, contracção uterina.

Sintomas da urticária

A Urticária é uma afecção cutânea caracterizada por erupção de pápulas róseas ou esbranquiçadas, semelhantes a picadas de urtigas, pruriginosas ou que provocam uma sensação de queimadura. A urticária de origem alérgica surge por sensibilidade do organismo a medicamentos, parasitas, agentes físicos e alimentos.
Os sintomas são prurido, edema, sensação de ardor.

Sintomas da dermatite atópica

A Dermatite atópica caracteriza-se por inflamação da pele, afecção cutânea, sinal de eczema atópico.
Os sintomas são prurido associado a sinais cutâneos como rubor, exsudação, secura e descamação da pele.

Sintomas da asma

A asma é uma forma de dispneia caracterizada por dificuldade na expiração acompanhada por sibilos.
Os sintomas variam de pessoa para pessoa, tosse com predomínio nocturno, pieira recorrente, dificuldade respiratória recorrente e aperto torácico recorrente. Dispneia.

Sintomas da Rinite alérgica

Rinite alérgica é a inflamação aguda ou crónica da mucosa das fossas nasais, causada por agentes alérgenos presentes no ar ou outros.
Os sintomas são rinorreia, coriza, congestão nasal, prurido, ardor nos olhos, nariz e boca, espirros.

Doenças alérgicas mais frequentes

Existe um vasto leque de doenças provocadas por reacções alérgicas. Segundo a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (s.d.)  as mais frequentes, são:

O que provoca reacção alérgica

MECANISMOS QUE PROVOCAM A REACÇÃO ALÉRGICA


Tipo I - Hipersensibilidade imediata
Anticorpos da Imunoglobulina E ligam-se a mastócitos e basófilos. Dentro de poucos minutos de exposição ao alérgeno, um antigénio multivalente liga se à Imunoglobulina E, activando e degranulando os mastócitos. Mediadores pré-formados ou formados na hora são libertados, e causam dilatação vascular, edema, contracção do músculo liso, produção de muco e inflamação. Metabólicos do ácido aracdônico, citocinas e outros mediadores induzem a fase tardia da resposta inflamatória que ocorre algumas horas depois.

Tipo II - Hipersensibilidade mediada por anticorpos
A reacção citotóxica envolve uma reacção mediada por anticorpos contra antigénios que aderem à célula (do órgão afectado), ocorrendo através de três vias:
• Opsonização e complemento: opsonização das células por anticorpos e componentes do complemento e ingestão de fagócitos.
• Inflamação mediada por receptor de Fc e complemento: Inflamação induzida pela ligação de anticorpos com receptores de Fc de leucócitos e pelos produtos de degradação do complemento.
• Disfunção celular mediada por anticorpos: anticorpos anti-receptores perturbam a função normal dos receptores.

Tipo III - Hipersensibilidade mediada por imunocomplexo
Anticorpos Imunoglobulina G ou Imunoglobulina M podem formar complexos com o alérgeno, e serem depositados em tecidos, podendo activar o complemento. Com concentração similar de
anticorpo e alérgeno, a reacção de Arthus, uma resposta inflamatória cutânea e subcutânea (localizada), ocorre da mesma forma que a doença do soro (uma doença sistémica caracterizada por febre, artralgias e dermatites).

Tipo IV - Hipersensibilidade mediada por células T ou tardia
A manifestação mais comum deste tipo é a dermatite de contacto, na qual o antigénio causa inflamação da derme por contacto directo com a pele. A reacção ocorre depois de um período latente de 1-2 dias. A pneumonite hipersensível ou alveolite alérgica é uma doença pulmonar mediada por células T.

Como melhorar os sintomas das alergias

Há medicamentos que aliviam os sintomas e outros que permitem controlar a reação alérgica. No entanto, os medicamentos não evitam que a alergia regresse após uma nova exposição ao alérgeno. É
importante tratar, mas é mais importante manter a alergia controlada. Em função do tipo de alergia as medidas de prevenção passam por:
· ALERGIA AO PÓLEN: evite passeios nos dias mais quentes, secos e com ventos fortes, mantenha portas e janelas fechadas e ligue o sistema de ventilação com filtro quando andar de carro; tome um banho antes de deitar para remover o pólen da pele e cabelos;
· ALERGIA AOS ÁCAROS: mantenha a casa livre de pó: use aspirador, remova carpetes e tapetes, aspire com freqüência e proteja o colchão e almofadas cobrindo-os com material microporoso; troque as cortinas por persianas, lave a roupa de cama com freqüência e a altas temperaturas (superior a 60 ºC);
· ALERGIA AOS BOLORES: retire as plantas de casa, lave com regularidade os banheiros e areje a casa. Pode também se recorrer a um desumidificador;
· ALERGIA AOS PÊLOS DOS ANIMAIS: evite contato deixando-os no exterior da casa;
· ALERGIA A UM ALIMENTO: leia com atenção os rótulos para confirmar se contêm ou não o alérgeno, e no restaurante informe-se sobre os ingredientes do prato que escolheu;
· ALERGIA A UM MEDICAMENTO: avise o seu médico e o seu farmacêutico sempre que precisar de medicação. Faça-se acompanhar de um cartão com a lista de medicamentos a que é alérgico.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Principais sintomas da alergia

Os sintomas da alergia variam também conforme o alérgeno e o órgão que lhe é mais sensível:
· AS VIAS AÉREAS: espirros, nariz congestionado, tosse e cuidado em respirar;
· OS OLHOS: lacrimejantes e irritados;
· A PELE: vermelha, irritada, com coceira;
· SISTEMA DIGESTÓRIO: vômitos e diarréia;
Causas à parte, os sintomas de alergia podem ser intermitentes ou persistentes, e estes, ligeiros, moderados ou graves.

Principais alérgenos que provocam alergias

É possível ser alérgico a uma grande variedade de substâncias.
Os principais alérgenos são:
- PÓLEN: grãos produzidos pelas plantas, suficientemente pequenos e leves para serem transportados por insetos e pelo vento, e entrar no aparelho respiratório;
· ÁCAROS DO PÓ: organismos que vivem no pó e nas fibras usadas na fabricação de carpetes, tapetes, colchões, cobertores, almofadas e bonecos de pelúcia;
· BOLORES: fungos que flutuam no ar, habitando espaços úmidos, como os banheiros e porões;
· PÊLO DOS ANIMAIS: a alergia é provocada por proteínas que existem na pele, na saliva e na urina de animais como cães e gatos;
· ALIMENTOS: por exemplo: leite, ovos, frutos do mar e morangos;
· MEDICAMENTOS: a penicilina ou seus derivados e o ácido acetilsalisílico, entre outros;
· OUTROS: por exemplo, o látex presente nas luvas e preservativos, etc.

Tipos de alergias

A alergia, dependendo do autor, pode ser considerada de várias formas. A classificação que nos pareceu mais correcta e abrangente inclui:
• Alergia respiratória;
• Alergia alimentar;
• Alergia dermatológica.
Dentro de cada um destes três tipos de alergias podemos subclassificar muitos outros tipos. As alergias respiratórias são as mais comuns, destacando-se a febre-dos-fenos e a asma. Dentro das alergias alimentares, os amendoins e o marisco são os alérgenos que mais reacções provocam. As alergias do tipo dermatológicas podem, por exemplo, subdividir-se em reacções provocadas por alérgenos injectáveis, como a penincilina e o veneno injectado pelas picadas de insectos. Ainda que esta divisão exista em literatura, muitas vezes o mesmo alérgeno pode, por exemplo, provocar reacções dermatológicas e respiratórias.
Sendo as reacções alérgicas mecanismos complexos de resposta imunitária, foi necessário criar uma classificação que abrangesse o maior número possível de reacções alérgicas conhecidas. A terminologia usada para as classificar foi proposta por Cooms e Gel, que classificou quatro tipos:
• Tipo I – reacções alérgicas imediatas;
• Tipo II – reacções citotóxicas;
• Tipo III – reacções do complexo imune;
• Tipo IV – reacções alérgicas mediadas por células.
As reacções de Tipo I (imediatas) são as respostas inflamatórias anafiláticas (muito rápidas) localizadas ou sistémicas mediadas por imunoglobulina E.
As reacções alérgicas do Tipo II, também chamadas de reacções citotóxicas ou citoliticas, são reacções do tipo antigénio-anticorpo mediadas por imunoglobulina G e imunoglobulina M.
As reacções do Tipo III (complexo imune) ocorrem quando os anticorpos aderem aos antigénios, criando complexos que circulam na corrente sanguínea.
As reacções do Tipo IV, mediadas por células, são mediadas por linfócitos T sensibilizados e não por anticorpos. Este último tipo de reacção alérgica pode também ser chamado de reacção de hipersensibilidade retardada.
Depois da aplicação deste esquema de classificação, verificou-se que existiam ainda possibilidades de reacções de hipersensibilidade não abrangidas por nenhum dos tipos acima descritos. Assim, Roit propôs a segregação de mais dois tipos:
• Tipo V – imuno-estimulantes;
• Tipo VI – citotoxicodade celular mediada por anticorpos.
Esta segregação começou a abranger ainda mais doenças, contudo, nem mesmo este ajustamento do sistema de classificações foi suficientemente alargado para conseguir incluir todas as reacções. É importante também referir que com a evolução mais tipos de reacções vão surgindo, desactualizando o sistema de classificação.

O que é a alergia

A alergia, é uma resposta anormal do organismo a substâncias que podem ser de origem animal, vegetal e / ou química, geralmente, bem toleradas pela maior parte das pessoas. Refere-se como uma hipersensibilidade adquirida pelo organismo relativamente a uma substância estranha, denominada de alérgeno. O contacto do organismo com o alérgeno provoca uma reacção alérgica, ou reacção de hipersensibilidade, ou seja, reacção do sistema imunitário que provoca lesão nos tecidos corporais normais.
Dá-se o nome de alérgeno à substância (antigénio) capaz de provocar uma reacção alérgica. O antigénio é geralmente uma molécula complexa de proteína ou polissacárido, que introduzida num organismo, provoca a formação final de um anticorpo específico, susceptível de o neutralizar. Depois de o detectar, o sistema imunológico do organismo acciona o anticorpo (proteína que circula no sangue e em todos os líquidos orgânicos), a fim de captar e eliminar / destruir o antigénio estranho e nocivo ao organismo em questão. Os antigénios podem ser provenientes de variadas fontes, entre as quais se destacam as bactérias, os vírus, as substâncias tóxicas, entre outras. Estes podem ser introduzidos no organismo de quatro formas diferentes, como o contacto, a inalação, a ingestão ou a injecção.
Há pessoas mais predispostas a desenvolver uma alergia por serem mais sensíveis a determinadas substâncias, encarando-as como se fossem agressivas, apesar de serem comuns. No primeiro contato entre o organismo e essa substância – o alérgeno – há uma resposta do sistema imunológico originando
sensibilização. Num contato posterior são liberados os chamados mediadores, que são responsáveis pelos sintomas.


Conheça os principais alérgenos que provocam alergia
Saiba quais as doenças alérgicas mais frequentes
Saiba como prevenir alergias e aliviar sintomas
Conheça os principais sintomas da alergia

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